| Três Formas de Encarar a Vida |
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“Se queres borboletas ou abelhas, plante flores” (provérbio chinês). “Não se cria nada de novo, apenas se remove a ignorância” ou “Nada a ser conquistado, apenas ignorância a ser removida” (Ramana Maharshi, Mestre da espiritualidade indiana). Com nossas mentes criamos ilusoriamente um mundo que entendemos como “real”, sendo que é apenas material e criação de nossa ignorância do que é Real no universo! Em PNL, estudamos esse processo de criação dos “mapas mentais”, ou seja, informações que vão se agrupando em nossa mente, em nosso ego e com as quais nos relacionamos com o mundo a nossa volta. Essa criação se inicia na mais tenra infância, como “esponjas”, vai absorvendo informações do que está a nossa volta. Com essas informações preliminares interpretamos as seguintes e assim por diante. Sempre que vem uma nova informação, buscamos, por semelhança, identificar a qual informação anterior que ela se relaciona. E assim agrupamos em nosso “arquivo mental” tudo o que se assemelha. Dessa forma, cada vez mais construímos uma percepção de mundo irreal! Pois se a primeira informação estiver distorcida, todas as demais também o estarão. E pelo poder de nossa mente, criaremos situações que confirmem a informação anterior. Por exemplo: a) se na infância, uma criança é preterida em afeto pelos pais (pai ou mãe), vai entender que não é amada, digna de amor. Com isso justificará que deve sofrer na vida! E é isso que acabará ocorrendo! b) se convive com escassez de alimentos e de dinheiro, vai entender que só tem valor quem tem essas coisas e se ela não tem isso, é por que não tem valor! E isso ocorrerá por toda a vida. Gerando uma busca incessante por recursos materiais, na busca de um “valor” que não existe. Esses dois exemplos têm em comum a baixa auto-estima gerada no individuo e em decorrência dessa ilusão, inúmeros problemas serão decorrentes. Uma vez instalada uma informação, a tendência é a busca constante de reforçá-la, ou seja, qualquer coisa que venha a ocorrer será interpretada como decorrente e confirmadora da informação anterior. Confirmando a ilusão como se fosse “real” e de tanto crer nisso, acaba por tornar-se “real”, ao menos para quem a criou! Esse processo se dá por uma “preguiça” mental, ou seja, uma rejeição ao novo, ao universo Real que está sempre mudando, sempre em movimento, sempre vibrando. Passa-se a vida correndo atrás de dinheiro, sendo que ele vai fugir, pois o individuo tem a mente programada para a escassez e não para a abundância. Se quiser mais dinheiro, precisa gostar mais de você mesmo, fazer o que gosta de fazer, ser bom no que faz, seja lá o que for. Com isso, gostando de si mesmo e sendo bom no que faz, o dinheiro será uma conseqüência natural. A causa não é a sua escassez e sim a sua fartura interior, de amor por si mesmo e pelo que faz, pelo universo, pelos seres humanos. Se algo ocorre uma vez na sua vida, não tem importância alguma, mas se você acreditar que tem importância, passará a ter! E tenderá a se repetir! Se acontecer novamente será uma “coincidência” e se acontecer uma terceira vez será uma tendência instalada em sua mente, podendo assim se repetir indefinidamente. E tudo se iniciou com o valor que você deu a primeira ocorrência! O fato sem si mesmo não tem importância ou relevância alguma. É o individuo que dá ou não importância, valor e relevância a ele. Ou seja, “Experiência não é o que acontece com você, mas o que você faz com o que acontece com você” (Aldous Huxley). É a nossa ignorância sobre o universo, sobre nós mesmos, que nos leva a situações de irrealidade, que nos levam ao sofrimento desnecessário, pois todo o aprendizado gera algum sofrimento. Como a criança que está aprendendo a andar, leva vários tombos, mas isso é encarado com alegria e persistência, até que um dia anda e vai cada dia andar melhor. A isso chamamos de sofrimento necessário ao aprendizado, o que é muito diferente do sofrimento que a maioria das pessoas tem por toda sua vida! Prolongado e sem explicação. Ao removermos a ignorância, mesmo que parte dela, já percebermos que nós somos uma reprodução em escala menor do universo e estamos sujeitos às mesmas Leis. Perceberemos que tudo está em constante movimento, que nada está parado. Que tudo está sempre mudando e nós temos que acompanhar essas mudanças entendê-las e passar a antecipá-las. Perceber que estamos ligados a tudo que nos rodeia e o que está longe de nós, pelos que somos, pelo SER, muito mais do que pelo agir, pelo fazer. Atraímos para nossas vidas o que é oposto e complementar, como as flores atraem as borboletas e as abelhas, que as ajudam em sua polinização e perpetuação da espécie. Temos que aprender que o que é diferente e opositor, não é nosso inimigo, e sim quem nos ajuda a crescer. Toda luz tem sua sombra e toda sombra tem sua luz. O movimento é constante e compensado em nossas vidas. E se “repete”, mas sempre sendo diferente, único, pois o segundo que já passou, já passou e não voltará mais. E esse momento atual por mais semelhante que seja a outros anteriores, é único e atual. Há momentos de agir e momentos de não agir, de cessar, de esperar para agir novamente. Há momentos de se preparar, interiorizar e momentos para atuar, exteriorizar. Tudo o que fazemos e vivemos não se iniciou agora, é continuidade e conseqüência de ações anteriores nossas ou de outros semelhantes. E que no presente estamos construindo o futuro, como no passado construímos o presente. Seja ele qual for, já está construído e só nos resta vive-lo da melhor forma possível, liberando nossas mentes da ignorância. É no presente, onde está todo o nosso poder, que devemos construir com nossas atitudes, sentimentos e pensamentos, um futuro melhor para nós e para a humanidade. Não estamos sós no universo. Estamos sempre acompanhados de nosso complemento, como agente sinérgico que causa a reação química, como as vitaminas que auxiliam na absorção de outros nutrientes. Assim também são as relações humanas, temos que conviver e procurar encontrar os relacionamentos mais construtivos. Sendo que estes não são os iguais a nós mesmos e sim os semelhantes, mas diferentes que juntos se complementam e geram inovações e ações evolutivas. Se tudo está em nossa mente e em nosso coração, na forma como nos relacionamos com o que está ao nosso redor e com o que acontece a nós, podemos nos relacionar com o universo como nosso irmão e tudo, seja animado ou inanimado, também é nosso irmão e deve ser respeitado, cabendo a nós a interpretação sempre construtiva, pois assim é o universo. Mesmo quando há destruição de algo, é para a construção de algo novo. “Para construirmos um templo novo devemos destruir o templo velho” (Lao Tse, filósofo taoísta). Vejamos a vida com fartura, com alegria, com paz, com justiça, e assim será. Mesmo que no presente não esteja assim. Devemos com nossas mentes e corações construir percepções, pensamentos, sentimentos e atos, para que isso se torne REALIDADE. Somos nós que construímos o futuro, agora no presente. “Se queres borboletas ou abelhas, plante flores” (provérbio chinês). Divirta-se. Professor Ricardo Fera Escritor, psicanalista, palestrante e educador corporativo, professor universitário em administração e recursos humanos, com abordagem em empreendedorismo, sustentabilidade humana e relações interpessoais. Autor do livro A ESCOLHA – A Ciência e a Tradição se Encontram. contato: http://www.ricardofera.com/contato/fale-conosco.html [reprodução permitida desde que mencionado nome e site do autor: www.ricardofera.com] |
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