| Gestão de Equipes ou Gestão de Pessoas? |
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Essa é a pergunta que fazemos ao leitor, para iniciar essa seção, que se propõe a contribuir para a melhoria na gestão de negócios. Especialmente os focados no mercado PET Shop brasileiro. Segundo Dicionário Aurélio: Gestão: “Ato ou efeito de gerir, gerência.”; Gerenciar: “Dirigir como gerente.”; Gerente: “Que ou quem gere negócios, bens ou serviços.”. Todas essas definições trazem em si o fato gerador do nosso tema de hoje: o gerar negócios e resultados esperados. Gerar, gestar, se parecem, se relacionam. Pois que, gestão é a forma de geração de algo por meio de outras pessoas. Ops! Por meio de outras pessoas?... Sim. E como fazer isso? É a mesma coisa que administrar? Não, é muito diferente pois, administrar se faz com recursos. E pessoas, embora chamadas de recursos humanos, têm extrema diferença, têm vontade própria e ação independente, e nem sempre colabora. Quando você trabalha só, é mais simples, organiza o seu tempo e os seus afazeres e pronto. No entanto, quando se tem pessoas com quem trabalhar, tudo muda. Os negócios para crescerem dependem da adequada relação entre as pessoas que participam do grupo. Ops! Grupo! Por que não equipe?... Na maioria dos negócios, das empresas, embora se fale de equipes de trabalho, o que encontramos são grupos de pessoas. Cada um defendendo o seu e pronto. Fazendo a sua parte – quando fazem – e pronto. Muitas vezes, nem isso é feito! Tudo tem que ser mandado, se não, não fazem!... O que é isso? O que leva a essa situação, vivida por muitos lojistas, pequenos empresários, e até mesmos em empresas maiores?... É que na sua maioria, as pessoas foram preparadas para administrar recursos, e não pessoas. Nas teorias de administração, quando se referem a força de trabalho, essa é chamada de mão de obra, de recursos humanos e não de pessoas! Isso gerou uma distorção no entendimento. Se temos pessoas em um local, mesmo que seja uma empresa, o que temos é um grupo e não uma equipe. No grupo não há comprometimento, é cada um por si. Tem o chefe e como diz o dito popular: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Essa é a forma como fomos educados no Brasil. Uma distribuição de poder pela força e não pela competência. Mas, os tempos mudaram e as empresas e empresários que já perceberam, estão se dando bem e prosperando. Então, como transformar um grupo de pessoas em uma equipe? É por meio do “sonho coletivo”, da união em torno de objetivos comuns. A união de interesses para realizar algo juntos. A percepção de interdependência entre os participantes. Não é preciso que todos saibam tudo detalhadamente, mas sim, que tenham uma visão geral do todo e uma visão específica da sua parte a realizar. Assim como nos times de esportes coletivos, cada jogador tem habilidades diferentes e complementares. O técnico, o preparador físico, e toda a equipe. Cada um tem a sua parte específica a desempenhar e, uma visão geral e superficial do trabalho a realizar. Mas, sabem claramente, que uns dependem dos outros. Na equipe, o objetivo comum a ser alcançado, os une e integra os interesses pois, os interesses individuais, dependem do objetivo comum para serem alcançados. Ou seja, é com a remuneração que obtenho pelo trabalho que realizo, que mantenho minha famíla, pago minhas contas etc. Nessa forma de gerir negócios, a função do gerente, do gestor, se modificou. O foco está em relembrar aos que participam da equipe, de que os sonhos individuais de cada um será realizado, a partir do coletivo. Das metas atingidas, do crescimento do negócio, do resultado que a equipe é capaz de gerar. Nas equipes de sucesso, o gestor, além de transformar os sonhos individuais em fator de motivação, coloca cada pessoa no local no qual suas habilidades serão melhor aproveitadas. E, com isso produzirão melhores resultados com menos esforços, menores custos de ação. Perceberão que não existe pessoa “incapaz”, e sim pessoa no local errado, fora da sua natureza, das suas habilidades naturais. O gestor de sucesso, age como um técnico esportivo, que escala um time, levando em conta a habilidade e o talento individual de cada membro da equipe. Encontrando aonde cada um vai render mais com menos desgaste. Sabe claramente que todas as funções são importantes, e que caso não fossem importantes, não existiriam. Tem a noção clara de que ninguém vale mais do que o outro. Como pessoa, todos valem a mesma coisa, vidas humanas, só isso. Já, a remuneração, varia de acordo com o mercado e o talento de cada indivíduo, e não com seu valor como pessoa, ou tempo de casa, como muitos pensam. Há uma relação direta no mercado, entre o valor da remuneração e a contribuição que a função exercida traz ao resultado gerado pela equipe. Não há como uma função ter grandes salários com baixa contribuição para os resultados, ao menos, não na iniciativa privada. Isso tudo, deve ser muito claro para todos os membros de uma equipe. E cabe ao gestor, periodicamente revisar o entendimento dessas informações pelos participantes da equipe. Assim como uma planta precisa ser regada com água para viver, uma equipe precisa ser relembrada, dos “seus”, ou melhor, dos objetivos comuns; das metas e da importância de cada um e de todos para que elas sejam realizadas. E, de que a relação profissional é uma relação de troca de interesses econômicos entre as partes. A empresa não é a nossa família, e não tem que nos tratar como tal. É sim um negócio, e como tal, depende do resultado que é gerado para existir, crescer, se expandir. E assim beneficiar, na medida da participação de cada um, a todos os envolvidos nessa geração de resultados. Se quer uma remuneração melhor, encontre meios de gerar mais resultados, e terá isso. É a Lei de mercado, que vale para tudo. Quanto mais raro e necessário é um talento, mais ele será valioso. Isso determinará o valor médio que o mercado está disposto a pagar por determinada função, na produção de resultados. Essa é nossa contribuição inicial para esclarecer esse assunto, entre as pessoas que atuam no mercado PET Shop brasileiro e outros. Em novas oportunidades trataremos, gradativamente, sempre com linguagem simples, de assuntos relacionados a gestão de pessoas e equipes. Como: RH.; Comunicação e negociação; Criatividade e confiança; Liderança; Marketing vendas; Sucesso etc Divirta-se. Professor Ricardo Fera Escritor, psicanalista, palestrante e educador corporativo, professor universitário em administração e recursos humanos, com abordagem em empreendedorismo, sustentabilidade humana e relações interpessoais. Autor do livro A ESCOLHA – A Ciência e a Tradição se Encontram. contato: http://www.ricardofera.com/contato/fale-conosco.html [reprodução permitida desde que mencionado nome e site do autor: www.ricardofera.com] |
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