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Mon 21 May 2012
Sensibilidade & Percepção PDF Imprimir E-mail
   

Cultura 

Perceber algo consiste em senti-la utilizando nossos órgãos dos sentidos, até então 5: olfato, visão, tato, gustação e audição.

Ensinam-nos os graus realizados na Sociedade Brasileira de Eubiose que a Manifestação vem se dando há um número de anos inimaginável para mental limitado ao conceito de tempo que temos (anos / meses / dias / horas / minutos...). O desenvolvimento de nossos órgãos dos sentidos também seguem o percurso da evolução.

O Homem em suas sucessivas encarnações tem a possibilidade, através de seu trabalho pessoal, tornar esses órgãos cada vez mais sensíveis e perceptivos.

Vamos nos referir ao órgão da visão e fazer uma comparação entre o homem e a formiga.

Tomemos como exemplo uma formiguinha que passeia pela cozinha de nossa casa à busca de alimento. Seu campo de atuação está limitado ao ambiente que consegue percorrer, talvez poucos metros.

Será que ela percebe os animais que nadam no mar, ou talvez o sol, ou os astros como enxergamos? Estas coisas existem para nós, mas as formigas não as percebem.
Será que nosso campo visual também não está limitado à parte das coisas existentes?

E se falarmos nos outros órgãos dos sentidos?

E a percepção de uma bala dentro da bolsa, que está guardada dentro do armário, que acaba levando a formiguinha até lá para capturá-la? Será que temos a capacidade de perceber um odor assim como ela?

Até agora observamos o corpo físico das coisas e objetos, de como percebê-los, seriam o que denominamos gramaticamente na língua portuguesa de “substantivos”.

Abordando outros aspectos: os sentimentos e emoções que compõem nosso corpo emocional não vivem separadamente de nossas percepções racionais. Tudo funciona em nós interligado.

Se abordarmos a inteligência, a razão, a lógica, que fazem parte de nosso corpo mental, a quantas andam as nossas percepções?

Numa experiência de nossa vida usamos todos os nossos corpos, suas atuações, suas qualidades na execução dessa experiência. Seria o que, gramaticamente, poderíamos chamar de “adjetivos”.

Se perceber é sentir com os órgãos dos sentidos, como perceber, por exemplo, a reação de ira de uma criança quando queremos colocar um agasalho nela?

Vamos abordar melhor este exemplo.

Tenho uma linda criança que cuido e vivemos num laço afetivo constante. Essa criança também tem seus órgãos dos sentidos como eu tenho. Ao querer colocar o agasalho nela, motivada por uma sensação de friozinho, percebida pelo meu tato e respiração e a presente necessidade de manter meu calor interno, acredito que ela está nas mesmas condições que eu.
Será que é assim? A criança também possui seu calor que possivelmente esteja diminuindo com a queda da temperatura, mas se recusa em por o agasalho e reage com ira à minha insistência.
Neste momento, sem que eu percebesse desenvolvia, sozinha, uma brincadeira onde criava para si uma fantasia ligada ao desenho que havia assistido.

Se eu, com meu friozinho, vou neste momento colocar o agasalho nela e ela recusa, não quer dizer que não esteja com frio, mas seu momento de criação é tão importante que não pode ser interrompido.
Brincar é criar.

Brincar é trazer para a consciência a realidade adulta.

Brincar é converter em seus símbolos os símbolos que envolvem o mundo.

As brincadeiras não devem ser interrompidas abruptamente.

Ao brincar, a criança desenvolve todos seus aspectos, sua capacidade motora, sua capacidade de entendimento...sua percepção!

Mas como atuar neste momento?

Use sua criatividade! Entre na criação imaginativa dela. Faça aquela blusa se tornar magicamente um acessório importantíssimo para sua história a ponto dela querer vesti-la imediatamente.
Tornar sensíveis nossos órgãos dos sentidos...

Tão complexo... tão simples...

Existem muitas maneiras de se perceber uma mesma coisa.

Observe... observe... observe...

Torne-se um observador constante de tudo, de todos, em todos os seus corpos. Se o foco for o ser humano lembre-se que as ações são regidas por infinitos motivos, que muitos podemos não perceber porque não observamos. Posso, por exemplo, receber uma bronca por algo que para mim não havia fundamento, mas a pessoa que agiu com ira comigo podia, por exemplo, estar com uma grande dor de dente e não expressou isso.

Pare de agir como todos os dias você age. Pare de atropelar situações para realizar seu intento. Sensibilize seus sentidos, pense em suas ações e na do outro. Seja sincero com seus desejos e com os do outro.

Agindo assim estaremos desenvolvendo conscientemente nossos sentidos, dando possibilidade para o início do desenvolvimento do sexto – a intuição. Seremos mais felizes conosco e com os outros, agiremos percebendo nossas percepções, pensando sobre elas, nos analisando constantemente, pois o outro funciona sempre como um instrumento no suceder de nossas experiências, nesta grande roda da vida.

Ana Muniz

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[reprodução permitida desde que mencionado nome da autora: Ana Muniz]

 

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