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Mon 21 May 2012
ANALOGIAS Partes & Todo PDF Imprimir E-mail
   

Cultura 

Quando misturo farinha, ovos, açúcar e leite, transformo esses elementos. Unidos, modificam sua estrutura original para dar existência a outra coisa.

Olho para a vasilha da mistura e não vejo o ovo transparente na clara e amarelo na gema. Não percebo o branco e volátil da farinha e do açúcar, nem o aspecto leitoso do líquido. O que vejo é uma massa que surgiu de tudo isso e por fim aquecido a uma temperatura alta, estufa e toma outro aspecto e vira um “bolo”.

Os elementos primordiais não sumiram apenas se transformaram. Assumiram um 1º aspecto com a mistura e um 2º aspecto com o aquecimento.

Estabelecendo uma analogia com o homem veremos:

Possuímos vários elementos a se juntarem: movimentos de pernas + de braços + órgãos digestivos + circulatórios + respiração + emoção + sentimentos (amor, ódio, ira, alegria, contentamento, descontentamento...) + abstração mental + percepção concreta + mente passiva + mente ativa + energia + movimentos instintivos + movimentos elaborados + etc...

Nossa! Que complexos nós somos!

Ainda há muito a relacionar...

Mas voltando a analogia, colocamos todos esses elementos num corpo este passa a vibrar e a se combinar e surge uma nova coisa – o todo.

Destes elementos citados acima e outros ainda não citados, sabemos que muitos deles não são tamásicos, mas sim mais sutis e normalmente não observamos a sua existência.

Por exemplo: Uma emoção (sutil) gera um sentimento (sutil) que determina um comando da mente e esta promove um movimento (tamásico) que culmina num chute (tamásico).

Você já recebeu algum chute de uma criança?

E a vontade de dá-lo? Você se permitiria isso com a naturalidade com que a criança se permite?

A criança responde às situações com mais naturalidade e verdade, o adulto já edificou diversos hábitos e normas que por vezes embute sua naturalidade.

Voltando à mistura de todos os aspectos. Somos um conjunto muito complexo que envolve todos os nossos corpos. Não estamos acostumados a pensar sobre eles; não estamos acostumados, por exemplo, a observar a energia que vibra em nossa pele e sob ela. Não temos o hábito de tocarmos as partes de nosso corpo para percebermos a quantidade de calor que cada uma está emitindo. Não é de nosso hábito tocar uma região dolorida do rosto ou mesmo da coluna para tentar entender o que realmente está acontecendo ali.

Somos um aglomerado tão grande de aspectos e não os conhecemos. Todos os dias estamos sujeitos a transformações que acabam nos passando despercebidas.

A colher de pau une e transforma os elementos do bolo. As experiências transformam nossos elementos, os adaptam ao que nós precisamos, sempre – todos os dias.

“Nada se perde, tudo se transforma”.

Observar o seu corpo, seu funcionamento, sua constituição, pensar sobre as emoções e sentimentos, de como surgem, em que se modificam e onde ficam armazenados; entender seu processo mental, a formação de seus pensamentos, qual o processo que acontece e que nos leva ao entendimento das coisas. Sentir, perceber o grau de sua auto-estima, dos sentimentos positivos, seus defeitos e virtudes...

Que complexidade!

Mas tudo isso junto, em vibração, com vida – é você – sou eu...

“Conheça-te a ti mesmo”

As nossas ações quando se repetem viram “hábito”. Assim que me habituar a me conhecer dirigirei este hábito ao próximo, vou observá-lo, tornar-me-ei mais “próximo do próximo”. Se muitas pessoas criarem este hábito, a renovação será evidente, surgirá uma nova forma de pensar e agir em relação a tudo.

Agirmos e pensaremos cada vez com mais consciência.

Ana Muniz

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[reprodução permitida desde que mencionado nome da autora: Ana Muniz]

 

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