| ANALOGIAS Partes & Todo |
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Quando misturo farinha, ovos, açúcar e leite, transformo esses elementos. Unidos, modificam sua estrutura original para dar existência a outra coisa. Olho para a vasilha da mistura e não vejo o ovo transparente na clara e amarelo na gema. Não percebo o branco e volátil da farinha e do açúcar, nem o aspecto leitoso do líquido. O que vejo é uma massa que surgiu de tudo isso e por fim aquecido a uma temperatura alta, estufa e toma outro aspecto e vira um “bolo”. Os elementos primordiais não sumiram apenas se transformaram. Assumiram um 1º aspecto com a mistura e um 2º aspecto com o aquecimento. Estabelecendo uma analogia com o homem veremos: Possuímos vários elementos a se juntarem: movimentos de pernas + de braços + órgãos digestivos + circulatórios + respiração + emoção + sentimentos (amor, ódio, ira, alegria, contentamento, descontentamento...) + abstração mental + percepção concreta + mente passiva + mente ativa + energia + movimentos instintivos + movimentos elaborados + etc... Nossa! Que complexos nós somos! Ainda há muito a relacionar... Mas voltando a analogia, colocamos todos esses elementos num corpo este passa a vibrar e a se combinar e surge uma nova coisa – o todo. Destes elementos citados acima e outros ainda não citados, sabemos que muitos deles não são tamásicos, mas sim mais sutis e normalmente não observamos a sua existência. Por exemplo: Uma emoção (sutil) gera um sentimento (sutil) que determina um comando da mente e esta promove um movimento (tamásico) que culmina num chute (tamásico). Você já recebeu algum chute de uma criança? E a vontade de dá-lo? Você se permitiria isso com a naturalidade com que a criança se permite? A criança responde às situações com mais naturalidade e verdade, o adulto já edificou diversos hábitos e normas que por vezes embute sua naturalidade. Voltando à mistura de todos os aspectos. Somos um conjunto muito complexo que envolve todos os nossos corpos. Não estamos acostumados a pensar sobre eles; não estamos acostumados, por exemplo, a observar a energia que vibra em nossa pele e sob ela. Não temos o hábito de tocarmos as partes de nosso corpo para percebermos a quantidade de calor que cada uma está emitindo. Não é de nosso hábito tocar uma região dolorida do rosto ou mesmo da coluna para tentar entender o que realmente está acontecendo ali. Somos um aglomerado tão grande de aspectos e não os conhecemos. Todos os dias estamos sujeitos a transformações que acabam nos passando despercebidas. A colher de pau une e transforma os elementos do bolo. As experiências transformam nossos elementos, os adaptam ao que nós precisamos, sempre – todos os dias. “Nada se perde, tudo se transforma”. Observar o seu corpo, seu funcionamento, sua constituição, pensar sobre as emoções e sentimentos, de como surgem, em que se modificam e onde ficam armazenados; entender seu processo mental, a formação de seus pensamentos, qual o processo que acontece e que nos leva ao entendimento das coisas. Sentir, perceber o grau de sua auto-estima, dos sentimentos positivos, seus defeitos e virtudes... Que complexidade! Mas tudo isso junto, em vibração, com vida – é você – sou eu... “Conheça-te a ti mesmo” As nossas ações quando se repetem viram “hábito”. Assim que me habituar a me conhecer dirigirei este hábito ao próximo, vou observá-lo, tornar-me-ei mais “próximo do próximo”. Se muitas pessoas criarem este hábito, a renovação será evidente, surgirá uma nova forma de pensar e agir em relação a tudo. Agirmos e pensaremos cada vez com mais consciência. Ana Muniz
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http://www.ricardofera.com/contato/fale-conosco.html Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. [reprodução permitida desde que mencionado nome da autora: Ana Muniz] |
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