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Mon 21 May 2012
Iniciação Real e Simbólica PDF Imprimir E-mail
   

Cultura

A iniciação que se vê e se faz, é simbólica, representa de forma teatral, na face da terra a iniciação real e interior. Que por sua vez é a única, que realmente vale, e por determinação do Eterno, não sabemos qual é o estado alcançado. Só os Lípicas anotam tudo e o Senhor da Justiça – Karuna – tem acesso direto. Assim sabe a real situação de cada ser vivente. Sabe o estado kármico evolucional e iniciático de cada um! Nada escapa à Lei maior que a tudo e a todos rege.

 A nós, em nossa limitação de consciência e percepção, resta a iniciação meramente simbólica. Isso nos protege de nós mesmos, da vaidade de ter alcançado algo – estágio evolucional – ou desânimo, ao saber que ainda falta muito, se comparado a outros que já galgaram essa jornada.

Assim gradativamente, vamos percebendo a maravilha que é a perfeição de Lei, e seus cuidados com os seres em evolução. Como a mãe que cuida dos seus filhos, sem saber se, quem ou o que, eles vão ser, mas com amor irrestrito, para que eles evoluam.

Na Maya do dia a dia, nos deparamos por várias vezes com situações semelhantes as quais descrevo: - “Não sei se pode – se der sorte, ouvirá – vou perguntar”. . . Nas coisas mais simples e corriqueiras, surge o imprevisto, o enigma! . . . Oh! e agora?. . . Então, rapidamente retomamos a zona de conforto do que já conhecemos e: “Deixa como está”. . . Damos por resolvido o que não foi mexido! . . . E dormimos tranquilos!

Sinto informar, mas isso é Inércia Passiva, medo de enfrentar o desconhecido, o novo, nos faz ficar assim, estáticos. Como a água parada estraga! Nós também, se não houver movimento, por essa inação, vai se gerar outras onze modalidades de obstáculos evolutivos, vide Chacra Cardíaco.

Iniciação é o aperfeiçoamento de si mesmo, e não do outro. Assim de nada adianta procurar saber se o outro evoluiu. . . E nem quanto você mesmo evoluiu. . . Ação gera Karma. . . toda ação gera Karma! Sem ação não há evolução. . . Assim a iniciação é, de certa maneira: início da ação consciente de si mesmo, da Lei e de suas consequencias. Saber porque se age de certa maneira, e pra que se está aqui, faz toda diferença! Permite escolher melhor, que ação é mais adequada para cada momento.

Viver não precisa ser pesado. . . penoso, sofrido. . . O sofrimento advém da nossa ideia fixa no passado, da nossa incompreensão quanto ao presente e ao futuro. Gerando tristeza pelo passado que não pode ser modificado e ansiedade pelo futuro que ainda não chegou. Desconectando-se do presente, que é o momento mais importante, o único no qual você tem o real poder de interferir!

Divertir-se com o presente, com o que faz, o que vive. Mudar, experimentar, experienciar o novo é evoluir. Contribui e agrega valor evolucional a todos, à experiência da existência. . . Mas, e se der errado?. . . Não há problema algum, pois que, se há ação, mesmo que estiver andando para o lado errado, por observação, vai descobrir e corrigir a rota. Já se ficar sem fazer nada, na inação, só terá uma certeza . . . está errado . . . e vai levar a dor e ao sofrimento . . .

Evoluir, é buscar a si mesmo, a sua individuação, sem com isso ser egoísta, mas sim buscar o que faz bem ao coração e a mente simultaneamente. É o caminho do meio, o fio da navalha, o reto agir, reto pensar, reto sentir. Isso é leve, pois se pesado fosse, como andaria no fio da navalha sem se cortar? . . . Dar menos importância às coisas terrenas, às formalidades e superficialidades; saber e sentir que o essencial é invisível aos olhos. Não pode ser tocado, visto, sentido com os grosseiros sentidos humanos, mas sim percebido com a mente e o coração em harmonia. E não pode ser mostrado, falado, compartilhado, pois as palavras são muito pequenas para isso!

Quando se está em harmonia, em conexão, em religação, não há tempo, espaço que limite o entendimento. Assim podemos viver de forma mais leve, sutil, divertida, agradável e evolutiva. Saber que estamos, em parte da face da terra, e como tal, aqui temos que agir em conformidade com as Leis que regem essa dimensão. Sem com isso estarmos presos a ela, sua Maya, e sim agindo com a Maya a nosso favor, a favor da evolução individual e coletiva da humanidade. 

Divirta-se!

Professor Ricardo Fera 

Escritor, psicanalista, palestrante e educador corporativo, professor universitário em administração e recursos humanos, com abordagem em empreendedorismo, sustentabilidade humana e relações interpessoais. Autor do livro A ESCOLHA – A Ciência e a Tradição se Encontram.

contato: 

http://www.ricardofera.com/contato/fale-conosco.html

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[reprodução permitida desde que mencionado nome e site do autor: www.ricardofera.com] 

 

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